Deitada acordada
ela trai
alimentada imaginação
Desfigurada rotina
sucumbe a vida
casada distorção
Desconexos vestidos
dos inversos partidos
do coração
Distraída caminha
por dias reprimidos,
em sonho: libertação
Dois amantes que nascem
face a face
no poema em construção
Traição em linhas
pela escrita que grita
pedindo paixão
Dos interesses esvaídos
das almas desfalecidas
sobra isenção
No tempo
grandes asas, voam
sem direção
Sozinha, ela aguarda
o tempo pousar
na estação
No silêncio dos covardes
soa o canto do bem te vi [que não viu]
descompensada canção
E é no som dos pássaros
que ela escuta o chamado
pela imensidão
Já deitada
estarrecido castelo
embriagante aflição
Adormecida pelo dor
espera da vida
um beijo de emoção
E o felizes para sempre
por ela esperado, existe
só na ficção.
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