domingo, 28 de janeiro de 2018

Um conto de traição

Deitada acordada
ela trai
alimentada imaginação

Desfigurada rotina
sucumbe a vida
casada distorção

Desconexos vestidos
dos inversos partidos
do coração

Distraída caminha
por dias reprimidos,
em sonho: libertação

Dois amantes que nascem
face a face
no poema em construção

Traição em linhas
pela escrita que grita
pedindo paixão

Dos interesses esvaídos
das almas desfalecidas
sobra isenção

No tempo
grandes asas, voam
sem direção

Sozinha, ela aguarda
o tempo pousar
na estação

No silêncio dos covardes
soa o canto do bem te vi                         [que não viu]
descompensada canção

E é no som dos pássaros
que ela escuta o chamado
pela imensidão

Já deitada
estarrecido castelo
embriagante aflição

Adormecida pelo dor
espera da vida
um beijo de emoção

E o felizes para sempre
por ela esperado, existe
só na ficção.





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