Deitada acordada
ela trai
alimentada imaginação
Desfigurada rotina
sucumbe a vida
casada distorção
Desconexos vestidos
dos inversos partidos
do coração
Distraída caminha
por dias reprimidos,
em sonho: libertação
Dois amantes que nascem
face a face
no poema em construção
Traição em linhas
pela escrita que grita
pedindo paixão
Dos interesses esvaídos
das almas desfalecidas
sobra isenção
No tempo
grandes asas, voam
sem direção
Sozinha, ela aguarda
o tempo pousar
na estação
No silêncio dos covardes
soa o canto do bem te vi [que não viu]
descompensada canção
E é no som dos pássaros
que ela escuta o chamado
pela imensidão
Já deitada
estarrecido castelo
embriagante aflição
Adormecida pelo dor
espera da vida
um beijo de emoção
E o felizes para sempre
por ela esperado, existe
só na ficção.
domingo, 28 de janeiro de 2018
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
Coisas do Rio
Sim! Sou poeta!
Porque enxergo no rio
mais vida do que água
Porque minhas lágrimas
fazem uma enchente de versos
Porque os gostos inversos
escondo nas palavras
Porque cada gesto
navega em águas claras
Porque barco de papel
no pensamento é navio
Porque escrever
me leva em ventania
Porque o sentimento
naufragado, abriga a poesia
Porque a chuva
encharca a alma desfalecida
Há dias de fazer poemas
noutros,
os poemas fazem meus dias
No balanço das ondas
que levam e devolvem
as coisas do ser
eu sou a menina
em contida espera
pelo ancorar
na ilha de Barbas.
(Géssica Pereira Monteiro Rangel)
Porque enxergo no rio
mais vida do que água
Porque minhas lágrimas
fazem uma enchente de versos
Porque os gostos inversos
escondo nas palavras
Porque cada gesto
navega em águas claras
Porque barco de papel
no pensamento é navio
Porque escrever
me leva em ventania
Porque o sentimento
naufragado, abriga a poesia
Porque a chuva
encharca a alma desfalecida
Há dias de fazer poemas
noutros,
os poemas fazem meus dias
No balanço das ondas
que levam e devolvem
as coisas do ser
eu sou a menina
em contida espera
pelo ancorar
na ilha de Barbas.
(Géssica Pereira Monteiro Rangel)
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Nó
Tórridas palavras
Tornadas pó
nó do sentimento
Embaraços traçados
nos sonhos
por outro alguém
Resultado de tudo
são braços
engessados para abraços.
Tornadas pó
nó do sentimento
Embaraços traçados
nos sonhos
por outro alguém
Resultado de tudo
são braços
engessados para abraços.
Sobre ela
Carregava escondida
nos olhos
suas lágrimas contidas
Sorrisos esvaídos
no rosto,
seus pesares ruídos
Poetisa aprendiz
nos diz
sem saber dizer
Grave imensidão
nas mãos.
No peito
solidão
Querendo ele
em silêncio
Nele buscou alimento
À ela:
Toda o ritmo
Toda melodia
Sobra no poema.
Escrito por Géssica P. Monteiro Rangel às 3:30 17/01/2018
nos olhos
suas lágrimas contidas
Sorrisos esvaídos
no rosto,
seus pesares ruídos
Poetisa aprendiz
nos diz
sem saber dizer
Grave imensidão
nas mãos.
No peito
solidão
Querendo ele
em silêncio
Nele buscou alimento
À ela:
Toda o ritmo
Toda melodia
Sobra no poema.
Escrito por Géssica P. Monteiro Rangel às 3:30 17/01/2018
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
Menino Menino
Olha! O carro!
Bibi, fom-fom
Ele vai e vem
pra todo lado
Trânsito engarrafado
cidade desorganizada
nos olhos do menino
tudo vira graça
Uau! Carro novo,
sem arranhão.
Fica estacionado em sua mão.
Ele abre a porta
fecha a porta
Tudo o distrai.
Pra cá ele corre,
Pra lá ele vai.
Eba! Ele acelera
Faz caras e bocas
a alegria impera
Tudo pro menino é festa
Ele pula
Ele escala
Ele da cambalhota
E deixa todo mundo,
de boca torta
Tamanha saúde
Intensa energia
Para seus pais
É a felicidade
transbordada nos dias
Menino, menino!
Não seja apressadinho
O sinal está vermelho
Pare! Pode crescer aos pouquinhos.
A mãe: histeria
O pai: calmaria
Se os pais fossem eternos?
Que bom seria!
Nossa! Olha carro...
Nossa! Quanto tempo...
Nossa, é a vida!
Em veloz movimento.
- Ah! Mamãe! Ah! Papai!
-Me solta, o sinal ficou verde!
É preciso seguir...
Por Géssica P. Monteiro Rangel 12/01/2018 às 13:16
atualizado: 01/08/2018
Dedico esse poema todo ao meu filho Bernardo. Minha inspiração de vida.
Bibi, fom-fom
Ele vai e vem
pra todo lado
Trânsito engarrafado
cidade desorganizada
nos olhos do menino
tudo vira graça
Uau! Carro novo,
sem arranhão.
Fica estacionado em sua mão.
Ele abre a porta
fecha a porta
Tudo o distrai.
Pra cá ele corre,
Pra lá ele vai.
Eba! Ele acelera
Faz caras e bocas
a alegria impera
Tudo pro menino é festa
Ele pula
Ele escala
Ele da cambalhota
E deixa todo mundo,
de boca torta
Tamanha saúde
Intensa energia
Para seus pais
É a felicidade
transbordada nos dias
Menino, menino!
Não seja apressadinho
O sinal está vermelho
Pare! Pode crescer aos pouquinhos.
A mãe: histeria
O pai: calmaria
Se os pais fossem eternos?
Que bom seria!
Nossa! Olha carro...
Nossa! Quanto tempo...
Nossa, é a vida!
Em veloz movimento.
- Ah! Mamãe! Ah! Papai!
-Me solta, o sinal ficou verde!
É preciso seguir...
Por Géssica P. Monteiro Rangel 12/01/2018 às 13:16
atualizado: 01/08/2018
Dedico esse poema todo ao meu filho Bernardo. Minha inspiração de vida.
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
Ela
Quando ela entendeu
Ela simplesmente seguiu
Engoliu a salada
e calada, partiu
A cada dia
Ela reina
A cada hora
Ela escapa
A cada minuto
Ela entende o tempo
de colher
de recolher
Ontem verde
Hoje madura
Amanhã, podre
Ninguém quer ser adubo
de terra que não produz fruto
Esperta,
Contou os segundos pro adeus
não olhou para trás
catou o que era seu
e partiu
Foi procurar terra boa.
Ela simplesmente seguiu
Engoliu a salada
e calada, partiu
A cada dia
Ela reina
A cada hora
Ela escapa
A cada minuto
Ela entende o tempo
de colher
de recolher
Ontem verde
Hoje madura
Amanhã, podre
Ninguém quer ser adubo
de terra que não produz fruto
Esperta,
Contou os segundos pro adeus
não olhou para trás
catou o que era seu
e partiu
Foi procurar terra boa.
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
Narciso
Ajardinar versos
composto orgânico
enche de vida
o que é estéril
As lágrimas regam
a rima incontida
da palavra escondida
no cerne do ser
O significante
dispensa significado
circunda o imaginário
pondo fim, no arbitrário
Ela quis profundidade
E por quereres,
quis Narciso
nascido do bulbo
de uma conversa
de floração espessa
versado de métrica
profundo
perfumado
Porém só cabe
no vaso de um poema
E o jardim é imenso
que pena.
composto orgânico
enche de vida
o que é estéril
As lágrimas regam
a rima incontida
da palavra escondida
no cerne do ser
O significante
dispensa significado
circunda o imaginário
pondo fim, no arbitrário
Ela quis profundidade
E por quereres,
quis Narciso
nascido do bulbo
de uma conversa
de floração espessa
versado de métrica
profundo
perfumado
Porém só cabe
no vaso de um poema
E o jardim é imenso
que pena.
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
Rabiscos
Eis o barulho
Do pleno orgulho
Do silêncio
Dos imaturos
Sacolas cheias
De calor
De pesares
Das esteias
que nela está
É na palavra morta
Da vida torta
Do não cessar
Que ela encontra
o consolo
no solo de plantar
Fundida imaginação
Sob escaldante desejo
Ela se molda em rimas
Explode em sonhos
Morre no beijo
A cada dia
Vontade em poesia
pelo que não viveu
pelo que morreu
antes de nascer.
Do pleno orgulho
Do silêncio
Dos imaturos
Sacolas cheias
De calor
De pesares
Das esteias
que nela está
É na palavra morta
Da vida torta
Do não cessar
Que ela encontra
o consolo
no solo de plantar
Fundida imaginação
Sob escaldante desejo
Ela se molda em rimas
Explode em sonhos
Morre no beijo
A cada dia
Vontade em poesia
pelo que não viveu
pelo que morreu
antes de nascer.
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