Cansada de voar,
ela buscou chão
Foi preciso jogar pelo ar
todo peso morto,
para outrora ela pousar.
Sua mente tinha fome,
e deram a ela teoria crua
E onde existia apetite, logo fastio.
E mesmo em recusa, ela comeu.
Por entre letras e modelos prontos
existiam nela alguns pontos
sinais desenhados, interrogação
Perguntando-se por quais motivos
Sua unicidade e criticidade
não eram para ser qualidades?
O querer fazer novo de outrem,
para ela soava incoerente
E é no desejo por citações presentes
Que ela se perde no tempo, repentinamente
Por que um autor de 1898 é sabedoria onipotente?
Cansada de tamanha incoerência,
Ela esmaeceu
Concluiu que não gosta de seguir a risca a cartilha de ninguém.
Recolheu suas migalhas,
colocou-as em reserva.
E no silencio da madrugada,
de mansa se fez fera.
Porque seus planos explodem
Todo o ócio que já não lhe convém.
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