E agora? Perdi de vista a bengala
Não sei como aconteceu
Só sei que a amiga se escafedeu
Onde será que a deixei quando anoiteceu?
O que sei é que amanheceu e
E lá ,ela não estava mais
E todos os dias ficaram iguais
Sem tempero e sem graça
Porque era ela, minha doce amiga
Que me fazia andar,
seguir, respirar melhor a vida
Num misto de dor e alegria
Mas sem seguir uma rotina
Deixando para cada conversa
Ser verão, outono ou primavera
Certas vezes ventando,
outras calor, flores e frutos.
Dizem por aí que em algum lugar
existe outras delas
bengalas com dentes,
bengalas banguelas,
bengalas de todos os modos,
muitas delas.
Mas nenhuma igual àquela.
E sendo apenas objetos
Somos facilmente descartados
e esquecidos
Mas àquela por ser muito mais que isso
Sendo um misto de um bom amigo
e um bom belisco
Sendo boa influência
Deixando saudade, na ausência
Faltando, certas vezes paciência
Não esperando o tempo acontecer
Por vezes, tédio
Mudanças transbordando em letras
por todos os lados.
Mas pessoalmente, quem sabe
Face a face, emoção.
E de repente,
Tudo se torna perfeitamente apreciável.
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