E agora? Perdi de vista a bengala
Não sei como aconteceu
Só sei que a amiga se escafedeu
Onde será que a deixei quando anoiteceu?
O que sei é que amanheceu e
E lá ,ela não estava mais
E todos os dias ficaram iguais
Sem tempero e sem graça
Porque era ela, minha doce amiga
Que me fazia andar,
seguir, respirar melhor a vida
Num misto de dor e alegria
Mas sem seguir uma rotina
Deixando para cada conversa
Ser verão, outono ou primavera
Certas vezes ventando,
outras calor, flores e frutos.
Dizem por aí que em algum lugar
existe outras delas
bengalas com dentes,
bengalas banguelas,
bengalas de todos os modos,
muitas delas.
Mas nenhuma igual àquela.
E sendo apenas objetos
Somos facilmente descartados
e esquecidos
Mas àquela por ser muito mais que isso
Sendo um misto de um bom amigo
e um bom belisco
Sendo boa influência
Deixando saudade, na ausência
Faltando, certas vezes paciência
Não esperando o tempo acontecer
Por vezes, tédio
Mudanças transbordando em letras
por todos os lados.
Mas pessoalmente, quem sabe
Face a face, emoção.
E de repente,
Tudo se torna perfeitamente apreciável.
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
sábado, 11 de novembro de 2017
Projeto dela
Cansada de voar,
ela buscou chão
Foi preciso jogar pelo ar
todo peso morto,
para outrora ela pousar.
Sua mente tinha fome,
e deram a ela teoria crua
E onde existia apetite, logo fastio.
E mesmo em recusa, ela comeu.
Por entre letras e modelos prontos
existiam nela alguns pontos
sinais desenhados, interrogação
Perguntando-se por quais motivos
Sua unicidade e criticidade
não eram para ser qualidades?
O querer fazer novo de outrem,
para ela soava incoerente
E é no desejo por citações presentes
Que ela se perde no tempo, repentinamente
Por que um autor de 1898 é sabedoria onipotente?
Cansada de tamanha incoerência,
Ela esmaeceu
Concluiu que não gosta de seguir a risca a cartilha de ninguém.
Recolheu suas migalhas,
colocou-as em reserva.
E no silencio da madrugada,
de mansa se fez fera.
Porque seus planos explodem
Todo o ócio que já não lhe convém.
ela buscou chão
Foi preciso jogar pelo ar
todo peso morto,
para outrora ela pousar.
Sua mente tinha fome,
e deram a ela teoria crua
E onde existia apetite, logo fastio.
E mesmo em recusa, ela comeu.
Por entre letras e modelos prontos
existiam nela alguns pontos
sinais desenhados, interrogação
Perguntando-se por quais motivos
Sua unicidade e criticidade
não eram para ser qualidades?
O querer fazer novo de outrem,
para ela soava incoerente
E é no desejo por citações presentes
Que ela se perde no tempo, repentinamente
Por que um autor de 1898 é sabedoria onipotente?
Cansada de tamanha incoerência,
Ela esmaeceu
Concluiu que não gosta de seguir a risca a cartilha de ninguém.
Recolheu suas migalhas,
colocou-as em reserva.
E no silencio da madrugada,
de mansa se fez fera.
Porque seus planos explodem
Todo o ócio que já não lhe convém.
domingo, 5 de novembro de 2017
Praguejado coração
E desde sempre ele mexeu por dentro
colocou suas mãos frias em mim
bagunçando o pensamento
instigou sonhos
foi impiedosamente verdadeiro
e por tamanha transparência
da sua parte exposta, vi alguém inteiro
Depois com palavras geladas, fez inverno em mim
Chuvas finas, ventania
Agora, sem mais, ficarei aqui
pois o armário do sentimento é o coração
que quando cheio de traça,
Ora desmoronado,
por um rompante se faz pó.
E lá se vai todo o amor guardado
Desmanchado.
Pois quem nasceu para viver só
não sabe amar integralmente.
colocou suas mãos frias em mim
bagunçando o pensamento
instigou sonhos
foi impiedosamente verdadeiro
e por tamanha transparência
da sua parte exposta, vi alguém inteiro
Depois com palavras geladas, fez inverno em mim
Chuvas finas, ventania
Agora, sem mais, ficarei aqui
pois o armário do sentimento é o coração
que quando cheio de traça,
Ora desmoronado,
por um rompante se faz pó.
E lá se vai todo o amor guardado
Desmanchado.
Pois quem nasceu para viver só
não sabe amar integralmente.
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