Seus olhos, perdi de vista
Suas mãos, nunca apertei
Seus braços, não me abraçaram
Mas de todos, desapeguei-me.
Das companhias, ditas amigas
sinceras ou não, nunca sei.
Pois todos se foram um dia
e sua volta, nunca esperei.
Rocio abrigado no rosto
seu gosto, somente eu senti
a ardência da cachaça mais quente
perde para a dor do partir.
Sempre expostos a julgamentos
dos que julgam saber mais de ti
se sabem, por favor me digam
Por que tantas tristezas vivi?
Fidelidade, somente a dela
me abraça sem nunca ir
por isso me apego nela
Solidão vivificada em mim
Térmitas, ruminam a confiança
que em pó, se perde num sopro
seja do vento, ou do tempo
O inteiro se fraciona em um momento.
O apego abraçado em urtigas
[de folhagens típicas de terra vazia]
Fazem um apelo ao apego:
para a jardinagem ser seletiva.
Nenhum comentário:
Postar um comentário