De toda a larva
que nasce
e jaz indesejada
do rejeito
eis o menino
perdido fruto do nada
de corpo franzino
olhos gritando afago
boca versando baixinho
letras desintegradas
De toda a palavra
que nasce
e jaz indesejada
do rejeito
eis o menino
destorcendo o fio da miada:
pois o nojo que era da larva
torna-se nojo pela palavra
retirado o regalo do bambino
retirado o regalo do bambino
pela música outrora cantada
no silêncio do canto contido
no silêncio do canto contido
nem um pio, nem uma risada
eis o menino
seus pés, pincéis vivos
molhados na poeira da vida
fazem do chão frio
fonte e obra prima
eis o menino
fazem do chão frio
fonte e obra prima
eis o menino
descobre a rima, no instinto
mas não cobre suas verdades
és o sujeito da ação
faz e imprimi singularidades
mas não cobre suas verdades
és o sujeito da ação
faz e imprimi singularidades
De toda a linguagem
que nasce
e jaz desejada
do jeito que se conquista o menino
eis o caminho
eis a palavra.
eis a palavra.
Escrito por: Géssica P. M. Rangel
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