A saudade pode ser de tantos modos,
mas de todos ela é doída.
Quando se pode matá-la
as vezes até é bem vinda.
Mas quando para matá-la
você precisa morrer junto dela,
é de uma tristeza infinita.
A dor revive as boas lembranças,
as lembranças fazem reviver a dor.
E você precisa se acostumar
com o sofrimento
do pesar que pesa.
Pesa o coração.
(Géssica P. Monteiro)
Minha menina, não fique triste...
ResponderExcluirSei que é difícil estar alegre agora.
Mas ficará!
De algum lugar distante
alguém a olha com carinho.
Você tem um sorriso lindo...
Você é doce, sensível.
Força!
Tudo há de passar.
Se for preciso, não se envergonhe:
Chore...
chore...
chore muito!
Tudo vai se normalizar.
Com o tempo!
Bjs, menina linda.
Com carinho e uma flor
rosa
de Fátima
Força Gessica!!!!
ResponderExcluirAqui lhe deixo Fernando Pessoa:
A Espantosa Realidade das Cousas
A espantosa realidade das cousas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada cousa é o que é,
E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.
Basta existir para se ser completo.
Tenho escrito bastantes poemas.
Hei de escrever muitos mais. naturalmente.
Cada poema meu diz isto,
E todos os meus poemas são diferentes,
Porque cada cousa que há é uma maneira de dizer isto.
Às vezes ponho-me a olhar para uma pedra.
Não me ponho a pensar se ela sente.
Não me perco a chamar-lhe minha irmã.
Mas gosto dela por ela ser uma pedra,
Gosto dela porque ela não sente nada.
Gosto dela porque ela não tem parentesco nenhum comigo.
Outras vezes oiço passar o vento,
E acho que só para ouvir passar o vento vale a pena ter nascido.
Eu não sei o que é que os outros pensarão lendo isto;
Mas acho que isto deve estar bem porque o penso sem estorvo,
Nem idéia de outras pessoas a ouvir-me pensar;
Porque o penso sem pensamentos
Porque o digo como as minhas palavras o dizem.
Uma vez chamaram-me poeta materialista,
E eu admirei-me, porque não julgava
Que se me pudesse chamar qualquer cousa.
Eu nem sequer sou poeta: vejo.
Se o que escrevo tem valor, não sou eu que o tenho:
O valor está ali, nos meus versos.
Tudo isso é absolutamente independente da minha vontade.
Beijo para si
afonso rocha
Que formosura em poesia!
ResponderExcluirbj.
Catita
Fátima, olha eu agradeço todo o carinho que você têm sempre e os elogios também!O sofrimento é grande...e é pesado.Por isso escrevi.Chorei com lágrimas muito, me deprimi também, mas hoje vi o quanto ele foi amado por todos, o quanto ele foi uma boa pessoa e no meu coração eu sinto que ele está em um lugar muito bonito e isso me conforta.
ResponderExcluirBeijosss Fátima,
não te conheço, mas te adoro.
Ahh Cátia...obrigada pelo elogio dos meus simples versos.Bom saber que gostou assim tenho um incentivo maior para escrever novos versos!
ResponderExcluirVolte sempre querida e seja bem vinda!
Beijos
Afonso, é sempre bom ler e sentir Fernando Pessoa.Particularmente ele é um dos meus poetas favoritos.Obrigada pela força também é bom compartilhar a dor que sinto e tento transmiti-la nos meus versos e saber que as pessoas conseguem senti-la, deixando as palavras serem mais do que palavras.Obrigada por ter sentido minha dor e ter se preocupado com ela...seja bem vindo e volte sempre!
ResponderExcluirBeijos